[IHAC no Congresso da UFBA] O sono entre estudantes universitários

O sono é essencial para a saúde, pois evita a exaustão e promove um bom funcionamento do cérebro. Por isso, quando ele é insuficiente e/ou não tem qualidade pode desenvolver alterações metabólicas e psicológicas, tais como irritabilidade, dores de cabeça, déficit de atenção e baixo desempenho escolar, além de intensificar sintomas preexistentes. Nesse sentido, este estudo objetivou identificar os fatores associados ao sono entre universitários, reconhecendo a importância do sono para a manutenção da saúde. Trata-se de uma revisão bibliográfica feita na base de dados SciELO.org, no primeiro quadrimestre de 2020, que tomou como base artigos publicados entre 2018 e 2020. Os descritores usados foram ‘universitários’ e ‘sono’. Foram encontrados 14 artigos, porém excluiu-se 3 deles: 1 por não se encaixar no tema e 2 por estarem repetidos, resultando em 11 publicações. Esses artigos foram produzidos no Brasil, Chile e Colômbia e envolveram estudantes de graduação, da pós graduação e professores. Os resultados apontam que professores e alunos de graduação e da pós-graduação não dormem bem, tanto no que diz respeito a dormir menos que o recomendado (6 a 11 horas por dia), quanto à qualidade do sono. A qualidade do sono foi verificada analisando se essas pessoas acordam durante a noite, demoram para dormir, não conseguem dormir ou sentem-se culpadas por estarem indo dormir. Os principais fatores associados a um sono insatisfatório foram: uso intenso de álcool, tabagismo, estresse, má alimentação, uso de medicação, sedentarismo, obesidade, ansiedade e depressão. Esses fatores estão associados às atividades da universidade, à carga horária dedicada ao cumprimento das demandas acadêmicas e à qualidade de vida que se tem nesse ambiente. De modo geral, há uma diversidade de tarefas a serem cumpridas em um prazo determinado, mesmo que não haja tempo suficiente. Isso exige esforço mental e tende a gerar sofrimento psíquico, bem como a colaborar para o consumo de álcool e outras drogas. Um outro aspecto é que esses sujeitos dedicam muitas horas para o cumprimento dessas atividades, abdicando de ter uma alimentação melhor, exercitar-se e dormir adequadamente para cumprir com suas demandas, recorrendo, às vezes, a medicações. Nesse sentido, alguns tendem a não sincronizar o ciclo de sono com o ciclo solar, utilizando a noite para realizar suas atividades ou como lazer, envolvendo outras pessoas, ao invés de utilizá-la para repouso. Conclui-se, a partir deste estudo, que o público universitário não possui uma boa noite de sono, seja por aspectos sociais, seja pelo cumprimento das atividades ligadas ao curso superior. Frente à importância do sono na qualidade de vida das pessoas, faz-se necessário ofertar e estimular práticas de promoção da saúde, principalmente destinadas ao público universitário. Também é preciso o investimento em estudos que se debrucem sobre essas ações e que abranjam outros integrantes da comunidade acadêmica, como técnicos e terceirizados, não explorados nesta literatura.

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