IHAC Digital ao vivo – 20/07 | 19h30 – Debate sobre o filme “O abraço da serpente”

Na segunda-feira, dia 20, às 19h30, o filme “O Abraço da Serpente” será debatido em uma sessão especial do Cinematógrafo em parceria com o IHAC. A mediação será feita por Fabrício Ramos (Cinematógrafo), com a participação horizontal das/o docentes Ana Lucia Lage, Mara Vanessa e Felipe Milanez (IHAC/UFBA) e dos participantes inscritos. A transmissão será ao vivo através do IHAC Digital.

Essa sessão é uma homenagem ao ator Antonio Bolívar, do povo Ocaina, que construiu o personagem principal Karamakatê baseado em sua própria história de vida, ele mesmo um dos últimos remanescentes do seu povo, e mais uma vítima da covid-19, morto em 30 de abril de 2020.

A realização desta atividade objetiva evidenciar o que ocorre hoje na região amazônica, uma das áreas mais afetadas pela covid-19, levada por invasores das terras indígenas, pelo desmatamento, pelo garimpo, atingindo as comunidades indígenas que lá vivem, mais vulneráveis por não terem anticorpos, e que estão correndo o risco de serem dizimadas! É lamentável que, para além do luto, a perda dos anciãos ainda mais vulneráveis pode representar uma quebra das tradições e a perda de culturas inteiras.

Os links para o debate (via meet) e para o filme serão enviados para os interessados que preencherem o formulário de inscrição, disponível AQUI

RELEASE DO FILME

Baseado nos diários de dois exploradores europeus, os segredos e os mistérios amazônicos compõem um leitmotiv inusual: entre o passado e o presente, a jornada em busca de uma planta com propriedades místicas, um explorador pioneiro e febril em busca da cura, um outro explorador em busca das descobertas do antecessor e de suas próprias autodescobertas, um xamã a guiar a experiência fora do tempo e percorrendo uma espacialidade mágica, misteriosa e exuberante, porém sem as cores da selva. A proposta estética do diretor Ciro Guerra e do diretor de fotografia David Gallegos nos revela um mundo em preto e branco para que, explicam eles, as cores da floresta não desloquem a potência do filme. Realmente, a fotografia em preto e branco não deixa que a exuberância da selva nos arrebate de forma predominantemente visual, embora o filme seja visualmente impressionante!
“O Abraço da Serpente” foi o indicado da Colômbia ao Oscar de Melhor filme Estrangeiro e teve também dez minutos de aplausos em Cannes quando passou no Festival francês. Teve sucesso também em seu país, ficando mais de 11 semanas em cartaz na Colômbia! O filme fala, não somente da Amazônia e seus mistérios, mas de algo profundo em nós, de um lugar de uma perda que buscamos preencher e que o filme recoloca de forma intensa: um lugar profundamente sul-americano.

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