O imaginário desfile da Embaixada Africana

A Embaixada Africana marcou a história do início do Carnaval de Salvador, especialmente no período de 1895 a 1899, apresentando-se em desfiles muito bem organizados com vistosos carros alegóricos e ricos figurinos.

Contrapondo-se ao racismo científico vigente à época, as histórias que contava referiam-se a uma África de feitos gloriosos, distante do imaginário comum da pobreza, do atraso e da escravidão de que o continente era associado. Em 1897, por exemplo, prestaram uma homenagem ao poderoso imperador etíope Menelik II – que no ano anterior derrotou e expulsou o exército italiano da sua tentativa de colonização. Essa apresentação foi um marco na história da Embaixada.

Por conta da perseguição que os clubes carnavalescos africanizados começaram a sofrer na virada do século, não foi feito nenhum registro visual desses grupos no Carnaval de Salvador. Como forma de fazer justiça a esse grande clube que foi a Embaixada Africana, o projeto Memórias do Reinado de Momo convidou o artista Anderson AC para dar vida à essa história.

Saiba mais em http://memoriasdemomo.com.br/afro-carnaval/embaixada-africana/.

Ficha técnica:
Argumento: Caroline Fantinel e Álvaro Ribeiro
Direção: Álvaro Ribeiro
Direção de fotografia: Yuri Rosat e Gabriel Teixeira
Som direto e foley: Álvaro Ribeiro
Produção musical: Átila Santtana
Percussões: Sebastian Notini
Locução: Ronei Silva
Montagem: Álvaro Ribeiro
Texto: Caroline Fantinel, Álvaro Ribeiro, Victor Uchoa e Michele Louvores

SOBRE O PROJETO
O Memórias do Reinado de Momo tem como objetivo central o fortalecimento da memória do Carnaval de Salvador, festa que traduz tão intensamente a cidade, sua história e seu povo. Conhecido mundialmente pela beleza dos seus blocos afro e pela potência do seu trio elétrico, o carnaval soteropolitano foi palco de uma diversidade de outras experiências festivas que contribuíram para que ele se transformasse em uma das maiores e mais emblemáticas festas de rua do mundo.

Ao mesmo tempo que é um tempo-espaço propício e potente para a construção de identidades, o Carnaval de Salvador é campo tenso de disputas. Isso se explica porque, sabemos, toda e qualquer festa que faça balançar o chão das nossas praças vem acompanhada de um conjunto de conflitos das mais diversas ordens – social, cultural, étnico, territorial, econômico etc. É por isso que as festas populares de Salvador se configuram como ocasiões onde é possível visualizar o mais vistoso e o mais pulsante da sua cultura, ao mesmo tempo em que estão presentes ali a desigualdade social e a tensão étnico-simbólica que caracterizam profundamente a história e o cotidiano soteropolitanos.

E é justamente por ser um território fortemente marcado por estes conflitos que salvaguardar a memória do Carnaval de Salvador aparece como uma medida fundamental para devolver dignidade aos atores e grupos culturais que foram invisibilizados no decorrer desse longo reinado de Momo.

Através de um mergulho em profundidade em mais de um século de história carnavalesca, este projeto coloca luz, sobretudo, sobre aquelas manifestações culturais que tiveram sua existência e importância silenciadas no processo de modernização da festa.

Assim, concordando que o direito à memória é um aspecto fundamental para o pleno exercício da cidadania, o projeto Memórias do Reinado de Momo reabilita memórias para que as mesmas sejam reivindicadas por quem lhes é de direito, os seus herdeiros festivos.

EQUIPE
CONCEPÇÃO
Paulo Miguez

COORDENAÇÃO GERAL
Caroline Fantinel

PESQUISADORES PRIMEIRA EDIÇÃO
Caroline Fantinel
Iury Batistta
Matheus de Barros
Mateus Torres

PESQUISADORES SEGUNDA EDIÇÃO
Caroline Fantinel
Fábio Baldaia
Rafael Soares
Iury Batistta (pesquisa de arquivo)

AUDIOVISUAL
Álvaro Ribeiro

PROGRAMADOR
Adalberto Pita

DESIGN
Carlos Junior

COMUNICAÇÃO (2ª edição)
Jangada Conteúdo

SITE OFICIAL DO PROJETO: http://memoriasdemomo.com.br/

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